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Monumenta (Manaus, Amazonas)


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Monumenta (Manaus, Amazonas)

Manaus, “mãe dos deuses” no dialeto indígena Manaó, é a maior maior e mais rica capital do norte do Brasil. Situada na confluência entre os Rios Negro e Amazonas, ela começou a se formar em 1669, com a construção do Forte de São José do Rio Negro. Elevada à condição de Vila em 1832, virou cidade em 1848. A cidade se tornou mundialmente conhecida na virada para o Século 20, época do primeiro ciclo econômico da borracha.

Naquele período, a descoberta do processo de vulcanização, a adoção do pneumático e o surto da indústria automobilística aumentaram a demanda de borracha para a Europa e os Estados Unidos, elevando o preço internacional. A exportação do látex das seringueiras da Amazônia atraiu aos seringais imigrantes brasileiros e estrangeiros e fez a riqueza, sobretudo, de certos habitantes de Manaus, centro do poder, além de engordar os cofres públicos.

Logo a cidade se tornou a primeira do País a ser urbanizada e a segunda a possuir energia elétrica. Enquanto a maioria das grandes cidades brasileiras viviam de modo rural, os moradores de Manaus já desfrutavam, além de luz elétrica, de água encanada e esgoto, bondes elétricos e os serviços do porto fluvial. Projetado e construído pelos ingleses, o porto continua a receber anualmente grande quantidade de turistas do mundo todo, que chegam em transatlânticos, interessados em descobrir os segredos da cidade que, nos tempos áureos, foi conhecida com a “Paris dos Trópicos”.

Para exibir poder, burgueses ricos, chamados Barões da Borracha, mandaram erguer imponentes construções. Uma das mais suntuosas, de 1896, é o Teatro Amazonas, que recebeu óperas, orquestras e grandes artistas internacionais, como Sarah Bernhardt, Margot Fonteyn e Enrico Caruso. Com esse reconhecimento, a responsabilidade do Poder Público quanto à preservação da memória da cidade cresceu. Ações mais incisivas, além do tombamento, ganham corpo. Contando com a contrapartida financeira de prefeituras e governos estaduais, o Ministério da Cultura, por meio do Programa Monumenta e do Iphan, destina investimentos para restaurar sítios históricos e fiscalizar a execução dos trabalhos em todas as regiões do País.

É o caso, por exemplo, das obras descritas neste folheto.



Programa Monumenta

Programa do Ministério da Cultura (Minc), o Monumenta é executado com recursos da União, de estados e de municípios, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e cooperação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Unesco. Seu conceito é inovador. Enquanto restaura obras, busca conciliar esta ação com a sustentabilidade dos sítios históricos, motivando seus usos econômico, cultural e social.

Por meio de editais públicos, o Programa destina recursos financeiros para a realização de cursos de restauro e eventos culturais, estimulando o desenvolvimento de atividades econômicas associadas aos centros históricos e fortalecendo as estruturas turísticas locais. Simultaneamente, incentiva municípios e estados a colaborarem na captação de novos financiamentos e a cultivarem na sociedade uma postura de zelo com os bens históricos e culturais.

Hoje, 26 cidades de todas as regiões do País são contempladas pelo Monumenta.



Imóveis privados

Uma linha especial de financiamento para que proprietários de imóveis situados nos sítios históricos os conservem e recuperem - demanda de muitas décadas - foi atendida pelo Programa Monumenta, que viabilizou uma linha de crédito a juro zero, com possibilidade de pagamento em até 20 anos, para restauração desses imóveis. Com isso, além de incentivar o uso e a presença da população tradicional na área protegida, o Programa estimula a adesão dos moradores à preservação.



Paço da liberdade

Localizado diante da Praça Dom Pedro II, o Paço da Liberdade ou Palácio dos Presidentes, em alvenaria de pedra e tijolo, coberto por telhas de barro, demorou dez anos para ser construído. A fachada, neoclássica, revela forte influência do arquiteto Andréa Palladio. Ao centro, destaca-se um pórtico, duas colunas e duplas pilastras em estilo toscano. A partir de 1874, quando começou a ser erguido, o prédio abrigou o Governo Provincial. Com a mudança do governo estadual para o Palácio Rio Negro, de 1917 a 1998, o prédio foi sede da prefeitura. Junto com a Praça Dom Pedro II e o Palácio Rio Branco, antiga sede da Assembléia Legislativa, o Paço compõe um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos e urbanísticos da cidade. Funciona hoje como museu, com espaços para exposições, museologia, pesquisa, ateliês de restauro e biblioteca.


Museu

Inaugurado no final do Século 19, este prédio em forma de L, com porão habitável e varandas decoradas com lambrequins e outros elementos, contém rico acervo: documentos e peças referentes às áreas da política, economia, mineralogia, etnologia indígena, botânica, zoologia, além de fotografias. No parque botânico, anexo ao prédio principal, o visitante pode conhecer ainda plantas raras, árvores típicas do Amazonas, como as famosas palmeiras imperiais.



Mercado público Adolpho Lisboa

Este imponente mercado é uma das mais representativas edificações da arquitetura de ferro de Manaus. Erguido às margens do Rio Negro, foi inaugurado em partes, a partir de 1883. A primeira a ser construída foi o galpão central. Em 1890, dois pavilhões laterais de igual tamanho e estrutura, em estilo art nouveau, e com peças importadas prontas da Europa, surgiram na paisagem. Em 1908, veio o pavilhão posterior. Diferente dos outros, é fechado e possui cobertura em quatro águas, feita de chapas onduladas. O personagem que dá nome ao prédio, cuja mistura de estilos do conjunto forma um todo harmonioso, chama-se Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa. Ele chegou a Manaus em 1902, para ocupar o cargo de Superintendente Municipal. Nos cinco anos de sua gestão, executou inúmeros melhoramentos e benfeitorias, dentre elas a ampliação e recuperação do mercado.



Coreto e chafariz

A Praça XV de Novembro, no centro velho da cidade, antigo Largo do Pelourinho, foi construída em 1850, em comemoração ao aniversário de D. Pedro II. Anos depois, ela recebeu um coreto de ferro e um chafariz. O coreto foi fabricado por uma firma inglesa. O chafariz, feito em ferro na Escócia, só chegou em 1893; nele, quatro alegorias representam a poesia, a música, a ciência e a arte. Coreto e chafariz harmonizam-se à praça, que possui 104 postes de iluminação em ferro fundido, 168 bancos de madeira com pés em ferro fundido.


Casa 69 e 77 da Rua Bernardo Ramos

Propriedades da prefeitura, as duas casas possuem estilo colonial.

A casa 77 é a mais antiga residência de Manaus. Nela morou o vereador José Casimiro Prado, que ajudou a construir o primeiro teatro da cidade, feito em madeira. A casa 69 possui características próprias de finais do Século 18. Entre os materiais de construção, predominam a taipa de mão e paredes em alvenaria de tijolo e mista. Podem ser vistos também ladrilhos hidráulicos e tabuado do piso de sucupira. As moradias são registros materiais vivos das técnicas de construção coloniais brasileiras. Erguidas como habitações, atualmente elas têm uso comercial.
Mapa

Como chegar

Manaus recebe vôos regulares das principais capitais brasileiras. Pode-se chegar à cidade também por via fluvial, navegando pelos rio Negro e Amazonas, e por rodovias. As estradas mais utilizadas são a BR-319 (saindo de Porto Velho, em Rondônia), a BR-174 (saindo de Boa Vista), as BR-153, BR-226 e BR-010 (partindo de Brasília). É recomendável consultar previamente os órgãos responsáveis pelas rodovias, para saber das condições de tráfego, sobretudo nas BR-319 e BR-174, pelas quais se tem acesso à Venezuela e ao Caribe.



População: 1.541 (IBGE, 2007)

Fundação do sítio urbano: 1669

Tombamento: 1966, 1985, 1987

Imóveis tombados: 2000

Economia: Indústria (siderúrgica, eletroeletrônica, mecânica); Agricultura; Comércio, sobretudo a Zona Franca

Eventos culturais: Carnaval do Povo (composto por vários eventos); Festival Amazonas de Óperas; Festival Folclórico do Amazonas; Dia Nacional da Cultura; Festival Amazonas de Cinema; Concerto de Natal

Unidade Técnica do Programa Monumenta de Manaus

Avenida 7 de Setembro . 157



Centro

CEP: 69005-320



Tel: (92) 3234-8735 / 3622-4986

www.monumenta.gov.br


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