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H istórias fundamental


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H ISTÓRIAS - FUNDAMENTAL

SEDE FIÉIS

Pérolas Esparsas
Entre os grandes da Terra, os regentes, heróis, sábios, artistas e grandes comerciantes dos tempos passados, não poucos têm havido, que como Davi, tiveram um começo pobre e difícil. Porém, a sua piedade e diligência, sua fidelidade e perseverança, e antes de tudo, sua fé e constantes orações guiavam-nos a um bom e às vezes a um glorioso fim.

O tão conhecido almirante holandês Ruyter era, na sua mocidade, primeiro aprendiz de cordoeiro, depois marinheiro, e mais tarde caixeiro. A sua fidelidade e diligência, porém, o recomendavam tão bem, que seu chefe lhe confiou um carregamento de finos panos, que ele devia levar para Marrocos. Ali reinava naquele tempo um Bey ou príncipe, que não era muito tratável.

Este príncipe, acompanhado pelos cortesãos, certa manhã visitou também a feira e mirou os finos panos de Ruyter. Uma das mais finas peças lhe deu especialmente nos olhos e indagou do preço do pano. Ruyter que, como todo verdadeiro comerciante cristão, não exigia mais do que valia, disse o preço que o seu patrão lhe marcara. O Bey ofereceu-lhe somente a metade.

- Não sou judeu, disse Ruyter; eu não costumo traficar. O preço que pedi tenho de receber, visto não ser a a minha propriedade, mas sim a do meu patrão, e sou simplesmente empregado dele.

Tal resposta não esperava o Bey, e por isso disse, muito indignado:

- Cão de cristão, não sabes que a tua vida está na minha mão?

- Bem sei eu, Sr. Bey, respondeu Ruyter, mas também sei que não pedi preço demasiado alto, e que é meu dever cuidar do que pertence ao meu patrão, sem pensar em mim. Não lhe darei a peça por menos. Antes lha darei de presente do que baixar um preço justo.

Faça o senhor o que lhe aprouver, mas saiba também que uma vez terá de dar conta de tudo a Deus.

Todos os comerciantes, que ouviram isto, espantaram-se.

O Bey olhou o moço com os olhos iracundos, e todos os que estavam ao redor julgavam que daria a ordem: "Decapitai-o." Mas não; o príncipe conteve-se ainda e apenas o ameaçou, dizendo: "Se ao tiveres mudado de opinião até amanhã podes fazer o teu testamento." O orgulhoso príncipe voltou as costas, deixou Ruyter e continuou a mirar as mercadorias de outros comerciantes. Ruyter, muito tranqüilo, pôs a referida peça de lado, e serviu fielmente os outros fregueses. Depois de algumas horas, quando a feira não era mais freqüentada, os outros comerciantes instaram com o jovem destemido, dizendo-lhe: "Dê-lhe o pano de presente ou pelo preço oferecido! Se ele o decapitar, então toda a mercadoria está perdida e o navio também. Tendo o príncipe dado o começo, então facilmente todos nós cristãos estamos perdidos."

Após ter refletido calmamente, com voz firme Ruyter replicou: "Não temam nada!

Estou na mão de Deus. Tenho de ser fiel no pouco como no muito. Meu patrão não perderá nenhum vintém por minha culpa. Não me desviarei do meu dever." De si para si pensava Ruyer ainda: "Prefiro morrer como servo fiel, a ceder às exigências injustas do príncipe. E tu, ó amado Senhor no Céu, estás no leme, e sem a Tua vontade não podem torcer a ponta dum só cabelo. Almas fiéis sempre têm tido os Teus santos anjos por vigias!" Na manhã seguinte estava Ruyter outra vez muito animado na sua tenda, à espera dos fregueses. Veio então o príncipe com passos orgulhos e atrás dos cortesãos o algoz com hábito vermelho, e uma espada larga e comprida na cintura. O príncipe parou diante da tenda de Ruyter, olhou-o com olhos penetrantes e disse:

- Cão de cristão, já mudaste de parecer agora?

Ruyter respondeu decididamente e sem medo:

- Sim, refleti muito; mas não posso ceder a peça por menos do que já disse ontem. Se o senhor quiser tirar-me a vida, tire-a. Prefiro morrer como servo fiel, com a consciência limpa, a ceder à sua exigência.

Todos os circunstantes retiveram o fôlego; pois o homem, com a espada larga, sorria, como o demônio, quando vê uma alma no caminho da perdição.

Porém, vede o semblante do orgulhoso e violento príncipe. Risonha e amigavelmente olhou ele a Ruyter, e disse: "Verdadeiramente és uma alma fiel. Um servo mais fiel do que tu, ainda não achei. Oxalá eu tivesse um tal na minha corte!" Depois, dirigindo-se aos cortesãos que o cercavam, disse: "Tomem este cristão como exemplo." A Ruyter, porém, disse: "Cristão, dá-me a tua mão! Tu serás o meu amigo, a quem amo verdadeiramente."

Em seguida tomou uma bolsinha com couro e atirou sobre a mesa, com as seguintes palavras: "Contém justamente a quantia que pediste. E deste teu pano mandarei fazer um hábito de honra, que em lembrança da tua fidelidade, porei nos dias especiais do ano." Devo acrescentar ainda uma palavra a este verdadeiro acontecimento? Sim. "Sede fiéis!

Sede fiéis no mínimo, sede fiéis em todos os lugares e em todas as coisas, porque o Senhor recompensará a fidelidade!"

- Fidelidade vence, fidelidade guia ao Céu. – Amigo da Infância.



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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


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