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A psicologia2 arte Manuela Monteiro q, Milice Ribeiro dos Santos


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Vamos abordar agora alguns tipos de aprendizagem:
* Condicionamento clãssico;
* Condicionamento operante;
* Aprendizagem social;
* Aprendizagem motora, de discriminação e verbal;
* Aprendizagem de conceitos;
* Aprendizagem de resolução de problemas.
CONDICIONAMENTO CLÃSSICO-

PavIov’, ao estudar a secreção salivar nos cães, constatou que os animais salivavam sempre que o alimento lhes era colocado na boca. Ao repetir a experiência com os mesmos cães, observou que os animais salivavam nas seguintes condições: ao ver o alimento, ao ver a pessoa que habitualmente lhes trazia o alimento, ao ouvir os passos destas pessoas. Estas observações, que representavam interferências no seu projecto experimental inicial, levaram-no a pôr a hipótese de que estava perante uma forma de aprendizagem. Reformulou o seu projecto de investigação e procurou, através de experiências, estudar objectivamente o fenómeno: conhecer de que modo estímulos neutros provocavam a salivação.


A EXPERIÊNCIA DE PAVLOV
Ivan PavIov descreve pormenorizadamente as suas experiencias no livro Reflexos Condicionados. Para se certificar de que estímulos estranhos não afectariam a experiência, procurou controlar as condições em que esta decorre.
@Apa'elho expe'i. mental idêntico ao utilizado por Pavlov
1. 0 animal está
preso

2. 0 tubo conduz a


saliva para um
recip ente de vidro.

3. Dispos tivo que


regista exactamente a quantidade de saliva segregada.

4. Espelho unidirec-


conal que separa o exper mentador do animal.

Quando o experimentador apresentava a carne ao animal, ele salivava. Neste caso, a salivação é uma resposta não condicionada (R,), isto é, inata, não aprendida. 0 estímulo que a provocou designa-se por estímulo não condicionado ou


incondicionado (E,).
carne salivação
(esti'mulo não condicionado) (resposta não condicionada)
Ei
Ri
Posteriormente, PavIov fez acompanhar a carne (E,) de um toque de campainha (E, - estímulo neutro) e verificou que o cão salivava.
campainha + carne
E2 + E,
salivação
R,
0 experimentador repete varias vezes esta associação de estímulos, o que leva o cão a esperar que a carne apareça ao toque da campainha. Passado algum tempo, PavIov constata que o cão saliva quando ouve a campainha.
campainha -
(est(mulo condicionado)
E,
-- > salivação
(resposta condicionada)
-- > Ri
0 reflexo condicionado é, pois, uma resposta aprendida a um estímulo inade-roki*M",2 quado. A aprendizagem por condicionamento clássico resulta da associação entre estímulos e respostas que se associam e das quais resulta uma mudança de comportamento.
Antes do condicionamento
Estímulo não condicionado (ENÇ (carne)
Estímulo neutro (campainha)
Durante o condicionamento
Estímulo não condicionado
Estímulo neutro
E, E2 (campainha)
Resposta não condicionada (RNC) (salivação)
Não há resposta ou esta é inadequada
E, (carne)
Depois do condicionamento
Estímulo condicionado (EC) (campainha)
RNC (salivação)
RC (salivação)

OS PROCESSOS DE CONDICIONAMENTO


Decorrentes das experiências realizadas, PavIov e a sua equipa identificaram alguns processos que envolvem o condicionamento*: a aquisição, a extinção, a recuperação espontânea’, a generalização do estÁrnulo e a discriminaÇão2.
0 termo extinção é utilizado para designar a diminuição e/ou extinção da resposta condicionada devido à ausência do estímulo não condicionado.
PavIov constatou que, quando fazia
soar a campainha, repetidas vezes, sem
apresentar a carne, o cao salivava cada vez menos, até deixar de salivar.
Durante as experiências, os investigadores constataram que o cão salivava mesmo quando o som emitido era diferente do da campainha habitualmente usada no condicionamento: a resposta con-
dicionada era, inclusive, desencadeada pelo som de uma sirene. A tendência para responder a estímulos semelhantes ao estímulo condicionado designa-se por geiler@iliz,,,,cão de estímulo.
V,
Watson desenvolveu, em 1920, com Rosalie Rayner, experiências sobre o con-
dicionamento do medo em crianças onde reconheceu o efeito da generalização dos estímulos. É muito conhecida a experiência com Albert, um bebé de 11 meses. No início da experiência, Albert não demonstra qualquer receio quando vê um coelho branco. Em seguida, é-lhe apresentado um rato branco, ao mesmo
tempo que o experimentador produz um ruído forte. Esta situação é repetida
várias vezes. Watson e os seus colaboradores descobrem que, ao apresentar apenas o rato branco, Albert chorava e fugia do animal (resposta condicionada). Para além de ter sido estabelecida a reacção condicionada de medo ao rato, o bebé fi
cou com medo do coelho branco e também de objectos semelhantes como Lima bo
Ia de algodão, um
urso de pêlo branco, homens com
barba branca, etc. Neste caso, ocor-
reu a generalização de estímulos.
@l --PavIov descobre que depois da resposta con(liciona(ki parecer extinta, após um tempo de descanso, se voltasse a tocar a canipainha, o cão voltava j salivar, ainda que de forma mais aterruada. Este processo designa-se por recu-
peração espontânea da resposta. PjvIov constata que os cães aprenderam a responder a rim toque particular da carripainha, distinguindo-o de oLaros toques. É o que designa por discriminação.

CONDICIONAMENTO OPERANTE’

Enquanto PavIov desenvolvia as suas investigações na Rússia, nos EUA Thorndike procurava conhecer o modo como os animais resolviam problemas. É a partir das experiências históricas deste investigador que Skinner vai desenvolver os seus trabalhos.
@0_9.to colocado na gaioa devia carregar na alavanca para abr r a porta.
A EXPERIÊNCIA DE THORNDIKE
Edward Lee Thorndike (1874-1949) desenvolveu um con-
junto de investigações, vinte anos antes de PavIov, procurando responder à seguinte questão: será que o modo de aprender do ser humano é semelhante ao dos animais?
Para responder a esta questão, Thorndike vai desenvolver uma
rigorosa investigação experimental com o objectivo de estudar o
modo como a aprendizagem decorre, concretamente, nos gatos.
Thorndike constrói uma caixa~problema: uma gaiola com
grades de onde o animal só podia sair se executasse uma acção (puxar um fio, carregar numa alavanca) que lhe abria a porta. No exterior da caixa, o experimentador colocava o alimento o qual podia ser visto e cheirado pelo animal. Utilizou na experiência gatos esfomeados que eram recompensados quando saíam, por~ tanto, quando resolviam o problema.
Numa primeira fase, o animal investia contra as grades, mordia-as, miando desesperadamente. Passado algum tempo, e depois de várias tentati- .. .......
o animal accionava, por acaso, o vas e erros, mecanismo que abria a porta, recebendo alimento quando saía. Ao repetir a experiência, o animal y
demorava cada vez menos tempo a resolver o pro~ blema, até que por fim, ao entrar na caixa, já se
dirigia directamente ao mecanismo, que accionava e que abria a porta, recebendo logo de seguida a
recompensa. 0 animal aprendeu a resolver o problema - aprendizagem por tentativas e erros.
A LEI DO EFEITO
Thorndike constatou, à medida que a experiência era repetida, que as respostas desadequadas - investir contra as grades, saltar, miar - eram progressivamente substituídas por respostas correctas e eficazes. Concluiu assim que há respostas fimw11 ^

que são enfraquecidas e outras que são fortalecidas. Thorndike formulou então a lei do efeito para explicar este processo: se a resposta for recompensada, fortalecer-se~á; se não houver recompensa ou se houver castigo, a resposta enfraquecerá. As primeiras seriam como que gravadas e as segundas apagadas. São as respostas mais adequadas, mais aptas, que são retidas, desempenhando assim a aprendizagem um


papel importante no processo de adaptação do animal ao ambiente’.
@1 --Iloderás encont

2 - Existc, portanto,


que produz um ou peLa ausênci cia do mais apt(
rar também a designação “condicionamento instru mental”. urna conexão, uma associação entre o estímulo e a resposta que é acompanhada pela recompensa e
estado de satisfaç ao; a conexão enfraquece se for seguida de um estado de iusatisfaçao prm ocada a de recompensa ou pela puni@ ao. Thorndike compara a lei do efeito à lei danvinista da sol)re\ ivên-

Burrhus Frederick Skinner nasceu na Pensilvânia,


tendo-se licenciado em Literatura em 1922.
Depois de concluir que não tinha talento para ser
escritor, decidiu estudar Psicologia, tendo ingressado na Universidade de Harvard, em 1928, dou-
torando-se em 1931. Mantém-se nesta Univer-
sidade durante mais cinco anos e aí, influenciado
pelas concepções de Watson, desenvolveu várias investigações. Depois de ter leccionado nas
Universidades de Minnesota e Indiana, aceitou o lugar de professor em Harvard onde vai construir
a famosa “caixa de Skinner” e desenvolver as suas experiências com ratos e pombos. NE Orientou os seus estudos na linha de Pavlov,Thorndike eWatson, considerando que os seres humanos podiam ser condicionados,
treinados, tal como os animais.
Interessou-se pela psicologia educacional, tendo desenvolvido, na década de SO, a “máquina de ensinar” ou ensino programado. Para Skinner, este tipo de ensino seria um precioso auxiliar para os professores; paralelamente, e com base
no seu conceito de aprendizagem, desenvolveu técnicas de modificação do comportamento na
sala de aula.
De entre as suas obras, podemos destacar:

0 Comportamento dos Organismos; Ciência e


Comportamento Humano; Programas de Reforço e
904~1990) ATécnologiado Ensino. Skinner é considerado o representante mais significativo do behaviorismolcomportamentalismo.
SKINNER E 0 CONDICIONAMENTO OPERANTE
0 ponto de partida para as investigações levadas a
cabo por Skinner é a lei do efeito de Thorndike: a aprendizagem é uma associação entre o estímulo e a resposta P
resultante de um acto do sujeito.
Seguindo a tradição comportamentalista, vai desenvol~ v
r todo um conjunto de experiências, registando as rese
postas objectivamente observáveis dadas pelos animais.
Constrói uma caixa (a “caixa de Skinner” ou câmara de condicionamento operante) dotada de um dispositivol especi
al: se uma alavanca for carregada, ou uma tecla premida, é libertado alimento. 0 experimentador coloca, por exemplo, um rato no interior da caixa; depois de a explorar, o animal carrega, por acaso, na alavanca e recebe alimento. A partir deste momento, o animal repete o comportamento, obtendo todas as vezes comida, que constitui o r@ lOrco. Neste caso, o reforço é positivo dado que o animal tudo fará para o obter.
Contudo, o reforço pode ser negativo. Skinner ilustrou este tipo de reforço desenvolvendo experiências em que utilizou estímulos dolorosos ou desagradá-
veis: o rato é colocado numa gaiola, sobre uma rede metálica, ao fundo da qual existe um pedal. Pela rede faz-se passar uma corrente eléctrica que pode ser interrompida se o pedal for carregado. Nestas circunstâncias, o animal, depois de várias tentativas e erros, aprende a
evitar a dor, carregando no pedal.

@Sk,,ro, .arnna r,


rato numa câmara de condicionamento operante.
Assim:
retorço positivo o estímulo cuja presença serve
para manter ou fortalecer a resposta; retorço negativo o estímulo que quando eliminado
põe fim a uma situação aversiva, desagradável. Serve para manter ou fortalecer a resposta.’
São os dois princípios motivadores - a busca do pra-
zer e a fuga à dor - que estão na base dos reforços positivos e negativos.
Tal como no condicionamento clássico, se o reforço for suspenso a resposta extingue~se, podendo depois ser recondicionada.
PRÉMIOS E CASTIGOS NA APRENDIZAGEM
Uma das questões que têm suscitado mais polémica relaciona-se com a eficácia dos prémios e castigos no controlo do comportamento. Thorndike, quando enunciou a lei do efeito, considerava que quer a recompensa quer a punição favoreciam a aprendizagem. Contudo, este investigador vai rever a sua posição para posteriormente afirmar que a recompensa era muito mais eficaz no reforço da aprendizagem do que a punição no enfraquecimento de um comportamento indesejável.
Vários estudos laboratoriais entretanto desenvolvidos demonstram que o cas~
tigo diminui, efectivamente, a frequência de um comportamento não desejado. Por exemplo, um cão que faz chichi na sala se for castigado, esse comportamento tenderá a desaparecer. Contudo, para que o animal aprenda, a punição deverá ser
rápida, enérgica e consistente, isto é, deve ser aplicada sempre e imediatamente após a ocorrência do comportamento que se pretende evitar.
mais controversa e complexa tem sido a discussão da punição na educação dos seres humanos. Pela experiência sabe-se, por exemplo, que se uma criança, depois de dizer um palavrão, for impedida pelos pais de ver o seu programa favorito na televisão durante um dia, haverá uma forte probabilidade de o comportamento diminuir. Contudo, o comportamento provavelmente não será esquecido, mas apenas reprimido, pelo que pode ocorrer noutros contextos: com os amigos, no recreio da escola, etc.
Skinner chamou a atenção para os efeitos indesejáveis que um castigo pode provocar: uma criança pode associar o medo da punição não só ao comportamento responsável, mas também à pessoa que o administra; por outro lado, a
aplicação dos castigos pode aumentar a agressividade daquele que é punido. TEXT0W@@ Skinner via por isso maiores vantagens na aplicação do reforço positivo: enquanto
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F1 - Não se pode confundir o reforço negativo corri o castigo ou punição: enquanto que o reforço negativo fortalece a res-
posta (o rato prime o pedal para evitar o choque), o castigo enfr@jquccc-a (no exemplo constituiria unia punição o
rato receber um ciroque depois de ter carregado no pedal). Diz-se negativo porque dinfinui a situação aversiva.

que este diz o que o sujeito deve fazer, o castigo diz o que não deve fazer, não orientando no


sentido do comportamento desejãvel. Ora, na aprendizagem é mais eficaz a instrução positiva do que a negativa. Por isso, é mais eficiente a combinação com um reforço positivo. Além disso, é muitas vezes possível reformular de modo positivo muitas ameaças de castigo. Uma mae, em vez de ameaçar o filho com uma punição (se não estudares, não te deixo ir à.festa), pode reformular a ameaça de castigo de um modo positivo: se estudares, deixo-te ir à fista.
condicionamento operante, reforço positivo, reforço negativo.
DISTINÇÃO ENTRE CONDICIONAMENTO CLÁSSICO E OPERANTE
Existem claras diferenças entre condicionamento clássico ou respondente e
operante. Enquanto que, no condicionamento pavloviano, as respostas são involuntãrias, automáticas, reflexas (salivar), no condicionamento operante são volun~ tárias (carregar numa alavanca). No primeiro, a resposta resulta da associação de estímulos, enquanto que no segundo o organismo adopta certos comportamentos para obter uma resposta. No condicionamento operante, o sujeito age, opera sobre o ambiente para obter satisfação ou evitar a dor ou uma sensação desagradável. As respostas são de nível superior e mais complexas.
Podemos dizer que, neste tipo de condicionamento, o sujeito toma iniciativa, é activo, enquanto que no condicionamento clássico é enfatizado o aspecto mecânico e passivo do sujeito.
Quadro 7 - Comparação entre o condicionamento clássico e operante
Itens
Condicionamento clássico
Condicionamento operante
Ocorrência durante o condicionamento
0 estímulo não condicionado e
o estímulo neutro associam-se
A resposta é acompanhada de consequéncias
Resposta
Involuntária
Voluntária
Atitude do sujeito
Passiva, mecânica
Activa, toma iniciativa

APRENDIZAGEM SOCIAL


Podemos dizer que faz parte do senso comum a afirmação de que as pessoas, sobretudo as crianças, aprendem observando e imitando os outros,
Albert Bandura (1925-1998) desenvolveu numerosas experiências que fundamentaram a importância da aprendizagem por observação, isto é, a aprendizagem que resulta da interacção e da imitação social.
De acordo com este psicólogo, muitos dos nossos com-
portamentos são aprendidos através da observação e imitação de um modelo - modelação ou modelagem. É pela observação que posso aprender a serrar uma tábua, a abrir uma caixa, a ligar uma máquina, a cozinhar, a pintar... Com certeza que precisamos de prática para desenvolver estas aptidões, mas na base da sua aquisição está a observação. De facto, grande parte das aprendizagens humanas estão baseadas na observação: o processo de socialização passa, como já estudaste, necessariamente pela observação, imitação e identificação com os modelos sociais (pais, professores, amigos ... ).
Este tipo de aprendizagem pode ser seguido de reforço directo: a criança, ao
usar correctamente o talher, é elogiada, isto é, reforçada por ter imitado um com-
portamento desejado. Mas Bandura chama a atenção para o facto de a imitação de
um adulto poder ser estimulada se a criança observar que ele é elogiado por se ter com-
portado de determinado modo - é o que o
autor chama reforço vicariante. A criança prevê que, se agir daquele modo, obterá aprovação semelhante.
Poderíamos dar inúmeros exemplos que resultam da aprendizagem por observação. Uma criança, que desde pequena está habituada a que lhe leiam histórias, que lhe ofereçam livros, e cujos pais tenham por hábito a
leitura, tenderá a ler e a apreciar esta actividade, Nas aulas, aprendes, quando observas o professor a realizar experiências, a resolver problemas. Sabes também que certos comportamentos - como fumar - se iniciam por imitação dos adultos ou pares. E até o medo, que muitos de nós temos, dos ratos e/ou cobras, foi talvez adquirido, porque em crianças observamos o horror que estes animais provocavam nos nossos pais.
No mundo dominado pelos meios de comunicação social, muito se aprende através da observação de programas transmitidos na televisão e no cinema. Eventualmente, foi através da televisão que observaste e começaste a dançar o rap!

Experiências mostram que bebés de 14 meses observam e imitam o que vêem na televisão, concretamente um adulto a desmanchar um brinquedo simples. Estas constatações levaram ao desenvolvimento de reflexões e estudos sobre o efeito da televisão, especialmente de programas com conteúdos violentos, sobre o comportamento das crianças. Estas tendem a imitar modelos, independentemente de a conduta ser ou não socialmente desejãvel.


EFEITOS DA APRENDIZAGEM POR OBSERVAÇÃO
De entre os efeitos da observação e imitação apontados por Bandura e seus colaboradores, destacamos:
efeito da niodelação ou modelagem - o observador observa e imita o modelo, adquirindo novas formas de resposta. Bandura desenvolveu observações experimentais em que crianças dos 3 aos 6 anos (grupo experimental) observaram adultos que gritavam e
pontapeavam um boneco insuflável. Mais tarde, quando as crianças brinca-
vam com o boneco, apresentavam duas vezes mais respostas agressivas do que o grupo que não tinha assistido a cena (grupo de controlo);
efeito (IcsiiiibitOrio e inibitório - para compreenderes estes efeitos, recor-
remos a exemplos. Uma criança geralmente inibe a agressividade porque este tipo de comportamentos são criticados pelos pais, professores e outros
adultos. Contudo, se estes exibem comportamentos agressivos, a criança apresentarã também reacções agressivas, atenuando-se assim a inibição anterior (efeito desinibidor). Pode também ocorrer um efeito inibidor se o modelo sofrer consequências negativas pelo seu comportamento. Um aluno que vê o colega ser punido disciplinarmente por estar a ler revistas durante uma aula tenderã a inibir este comportamento (efeito inibidor).
São muitos os factores que influenciam a aprendizagem por observação. A proximidade e o peso afectivo do modelo são dois desses factores. Por isso, os
pais, professores, amigos são os modelos mais comuns. Concretamente, é muito referido o professor como modelo de imitação: os temas que prefere da disciplina que lecciona, os gostos e as preferências, as suas atitudes exercem grande influência sobre os alunos.

A selecção dos modelos parece relacionar-se com a pertença de gênero* e


com a idade: é mais frequente a imitação de modelos entre pessoas do mesmo género e com idades próximas. Também parece ser influenciada pelo estatuto dos modelos escolhidos: são mais imitados os modelos que apresentam esta-
tuto social mais elevado e mais prestigiado.
A atenção é também um factor que intervém neste tipo de aprendizagem: quanto mais atento o observador estiver ao comportamento apresentado pelo modelo, mais eficaz será a aquisição.
Embora reconhecendo a importância do condicionamento operante de Skinner, Bandura insiste que nem toda a aprendizagem resulta do reforço directo de respostas. As pessoas também aprendem imitando o comportamento dos outros, ou de modelos, e este tipo de aprendizagem ocorre mesmo quando as
respostas imitativas não são reforçadas. Por exemplo, as crianças podem levan~ tar~se quando ouvem o hino nacional a ser tocadoporque viram ospais afazer isso. A resposta da criança não é, naquele momento, seguida de um chocolate ou de qualquer outro reforço primãrio. A criança imita simplesmente o comportamento dos pais. ( .. ) Bandura acrescenta que as pessoas podem ainda aprender novas respostas observando simplesmente o comportamento dos outros. A criança aprende esqui ou o adulto aprende a bater a bola de ténis imitando o comportamento do professor. 0 método de ensino de uma língua estrangeira denominado «laboratório de linguas» baseia-se na premissa de que as pessoas conseguem aprender eficazmente ao imitaremfrases reproduzidas electronicamente. “
SPRINTHALL, N. e SPRINTHALL, R., op. cit., p. 253
(1) ‘A aprendizagem por observação ( .. )pode ser definida pela modificação do sistema de respostas de um indivíduo, através da observação de uma sequência (..), como se o
próprio observador estivesse envolvido nessa sequência de acontecimentos.
JOYCE
1.1. Descreve a sequência de um comportamento aprendido por observação.
1.2. “Olha para o que eu digo, nõo olhes para o que eu faço.”
À luz da aprendizagem social, dá uma opinião sobre este ditado popular.
1.3. ‘Tilhos de pois agressivos tendem a ser agressivos.”
Tenta justificar esta afirmação.
1.4. Explica porque é que a aprendizagem social é também designada aprendizagem por
observação.
1.5. À luz das concepções de Bandura, explica a influência dos meios de comunicação social

no comportamento das pessoas.

APRENDIZAGENS MOTORA, DE DISCRIMINAÇÃO E VERBAL
Há diversos tipos de aprendizagens que remetem para diferentes comportamentos. Vamos estudar sucintamente as aprendizagens motora, de discriminação e verbal.
Como o próprio nome indica, a aprendizagem ruotora consiste em fazer alguma coisa através de movimentos, da manipulação de objectos ou instrumen-
tos. Este tipo de aprendizagem está presente nos seres humanos e animais.
No ser humano a aprendizagem motora está presente nos actos mais simples e
mais complexos da vida quotidiana: vestir-se, lavar-se, fazer a cama, usar os talheres, jogar a bola, deitar água num copo, pregar um prego são exemplos de aprendizagens motoras. Outras actividades mais elaboradas implicam também sequências ordenadas de movimentos: escrever, tocar um instrumento musical, digitar um
texto no computador, guiar um automóvel, pilotar um avião, todas estas actividades implicam observação e exercício.
Podemos afirmar que toda a actividade humana implica a aprendizagem por discriminação, isto é, a possibilidade de perceber e a possibilidade de compreensão das semelhanças e diferenças entre as situações e os objectos. Aprendemos a distinguir as mesas das cadeiras, o campo cultivado da floresta, o rio do lago, o

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