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A psicologia2 arte Manuela Monteiro q, Milice Ribeiro dos Santos


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0 que não quer dizer que a adolescência seja conipletamente tranquila (ECCLE,@ t
al- 1993; LkURSEN & COLLINS, 199 o. Existe claramente um aumento de discussões e tensões em mttitas,lúmílias. Os adolescentes, como pai-te da sua busca de identidade, tendem a experimentar uma certa tensão entre as suas tentativas de se tornarem independentes dos seus pais e a sua dependência (yéctiva deles. Poderão adoptar um coniunto de comportamentos que os seus pais, e mesmo a sociedade como um todo, poderão considerar impróprio. Felizmente, contudo, para a maioria das .famílias, essas tensões tendem a estabilizar durante a adolescência média - cerca
dos 15, 16 anos - e diminuem eventualmente cerca dos 18 anos (MONTENIMOR. 198,@;
GALANIBOS, 1992).
FELUNIAN. R., Understanding 1-@@1,cbo1og1@ MeGr^ -1 lili@ 1996,1). 410
As letras de muitas canções reflectem as vivências dos adolescentes e jovens. Propomos-te que recolhas textos de músicas portuguesas e estrangeiras que reflictam o viver adolescente.
1.1. Identifica e regista os extractos mais significativos sobre o sentir e o viver da adolescência.
1.2. Relaciona-os com as concepções que já estudaste.
“Na adolescência o corpo é como um cartão-de-visita no relacionamento com os outros”
ALICE PEREIRA
2. 1. A partir desta frase, comenta a importância que o corpo tem durante a adolescência.

CONSTRUÇÃO DA fIDENTIDADE


Tode alguém ser quem não é?”
SÉRGIO GODINHO
A adolescência é uma fase importante no processo de consolidação da identidade pessoal, da identidade psicossocial e da identidade sexual.
Erik Erikson diz-nos que o sentimento de identidade é o sentimento intrínseco ele ser o mesmo’ ao longo da vida, atravessando mudanças pessoais e ocorrências diversas.
Os adolescentes vão, através de uma crise > potenciadora de energias, confrontar-se com esta
problemática identitária (5.” idade - identidade vs

1)ifiis,,to//Confiis,,to).’ É também com unia certa


desorientação entre avanços, hesitaçóes e recuos
(JUC SC fazem importantes experimentações de afirmação elo ego, na construção de identidade.
Para além de urna certa confusão pela qual quase todos passam, Uxistem por k,CZCS situações «JUC tanffiéni podem ser temporárias), corno difusOes/confusões agudas ele identidade, adolescências retardadas e prolongadas, inibições, perturbação de valores, assim corno podem ocorrer crises neuróticas* e I)sicé)ticas* caracicriza(las por um isolamento psicossocial profundo e mecanismos defensivos.
Cada um de nos constrói o seu eu através de outros significativos”, das interacções relacionais, reais e fantasiadas. A identidade constrói-se nas experiências vividas através de UM Subtil jogo de identificações.
Se na infância os nossos modelos identificatõ-
5r rios são os pais, na adolescência vão ser os jovens ela mesma idade. As relações com os pais têm que mudar para que os adolescentes possam ascender a ideias e afectos próprios.
A amizade é muito investida ao nível dos afectos. 0 melhor amigo do mesmo
sexo é normalmente alguém com quem se partilham grandes inquietações. E como iiiii espelho estruturante onde o adolescente se reconhece reflectido, onde se vê crescer.
o -i-tipo ele pares pode ter como função apresentar modelos de identificação positiva para o adolescente. Erikson refere a certeza que o grupo pode trazer às incertezas do adolescente. No entanto, pode apresentar alguns riscos negativos, sobretudo quando a relação com o grupo é de grande dependência.
Numa época da vida em que se buscam outros universos para além dos farniliares e em que as figuras parentais são tanto mais importantes quanto têm que @I - ‘,i-ikson fala de mesinidade” (s(inieness).

2 - Rckê c,@(e estidio na p. 38-

ser reelaboradas as relações pais-filhos e com as quais há muitas vezes conflitos, existe a necessidade de outros adultos significativos. A escola, para além de um
mundo de jovens, é também um mundo de adultos: os professores, os emprega- ~ofi2m"dos, as personagens dos livros, os outros pais (de quem os colegas falam...
Nos olhamo-nos com os olhares que nos olham, com os olhares que trocamos. A construção da identidade passa por um processo de identificação e por uni processo de diferenciação,
Neste universo interactivo, numa cultura jovem, constroem-se certos estereótipos grupais e sociais. Os heróis têm, no processo de identificação de alguns adolescentes, um papel relevante, oferecendo imagens poderosas, cultivadas colectivamente.
No final da adolescência o jovem obtém uma ---identidade realizada”, ele será capaz, como diz Erikson, de sentir uma “continuidade interna” e ---uma continuidade do que ele sign@fíca para as outras pessoas@’. Ele entende-se no seu percurso de vida.
Moratória psicossocial
Outro dos conceitos criksonianos importantes é o de inoratória psicossocial. Esta moratória é “um compasso de espera nos compromissos adultos'7. É um
período de pausa necessária a muitos jovens, de procura de alternativas e de experimentação dos papéis, que vai permitir um trabalho de elaboração interna. Antecipa-se 0 futuro, exploram-se alternativas, experimenta-se, dá-se tempo...
As moratórias são caracterizadas pelas necessidades pessoais, mas também por exigências socioculturais e institucionais. “Cada sociedade e cada cultura institucionalizam uma certa moratória para a maioria dos seusjovens. “
‘As instituições sociais amparam o vigor e a
distinção da identidade funcional nascente, oJ@recendo aos que ainda estão aprendendo e experimentando um certo status da aprendizagem uma moratOría caracterizada por obrigações d@finítivas e competições sancionadas, assim como por uma tolerância especial.
EREKSON, E. II., o]), cit, 19-6 (h), p. 15-
Também se pode considerar como moratória . . . . . . . . .sexual-afectiva o tempo de namoro, dos flirts, dos equenos e grandes investimentos amorosos, qLIC permitem vivências e experiências antes de se
definirem orientações sexuais e de se poderem fazer escolhas amorosas para uma ligação perspectivada com certa estabilidade e durabilidade.
Muitos adolescentes têm uma evolução “truncada” por terem entrado de forma demasiado rápida na vida adulta, sem se terem permitido um amadurecimento interior.

Erikson, preocupado com as interacções com o meio envolvente, falou na


importância de o jovem ser “reconhecido socialmente” no sentido do seu estatuto. Refere ainda muitos comportamentos marginais como tentativas de encontrar uma moratória.
Apresentamos-te um texto que te ajudará a compreender melhor o conceito de moratória psicossocial.
“A moratória é, frequentemente, o resultado de uma decisão d@rÍcil e deliberada de dar uma trégua às preocupações habituais, tais como as da escola, da universidade ou do primeiro emprego. 0 objectivo consiste em,fazer uma pausa, no sentido de o indivíduo poder explorar, de um modo mais completo, quer o próprio eu psicológico, quer a realidade objectiva. A df@rença aparente entre a
moratória e a d@/úsão pode parecer muito subtil; todavia, vistas bem as coisas, essa diferença é bastante grande. Na moratória existe uma verdadeira procura de alternativas, e não apenas uma espera prolongada, até que su@la a oportunídade certa. 0 indivíduo sente uma grande necessidade de se testar a si próprio, numa variedade de experiências, no sentido de obter um conhecimento cada vez maíspormenorízado do seu eu. Os compromissos são, temporariamente, evitados, com base em razões legítimas: Preciso de mais tempo e experiência, antes de me dedicar inteiramente a uma carreira, como, por exemplo, a medicina.’ Ou, ‘ainda não estou preparado para iniciar o doutoramento em História. Existem bastantes coisas desconhecidas que preciso de explorar primeiro.’ Desta fiorma, a moratória não é simplesmente uma fuga às responsabilidades, que possíbilita ao indivíduo andarsem destino. Em vezdísso, estafase constituí umprocesso deprocura activa, que tem como objectivo principal prepará-lo para estabelecer compromissos. A própria vida de Erikson, como documenta a sua bíogrq/ia, contém uma moratória muito signíficativa, assim como dedicação ainda maior a uma causa. Erikson talvez afirmasse que uma derivou da outra.”
SPRINTHA1,1--- N. e COLLINS, A- Psicologia do Adolescente. F. C. Giilbt@nkian, 1994, pp. 213-214
autonomia, identidade, imagem corporal, individuação, moratória, puberdade.

,rEXt4@ Concluímos o tema da adolescência com o extracto de um livro de Françoise L L, iDolto e a sua filha Catherine, Palavras para Adolescentes ou o Complexo da


Lagiosta, onde a adolescência é encarada como um segundo nascimento.
Aconselhamos-te a ler o livro mas para já deixamos-te este extracto para analisares.
‘A adolescência é o período de transição que separa a infância da idade adulta, tendo por centro a puberdade. Em boa verdade, os seus limites sãofluídos.
Aquilo a que mais se assemelha é, sem dúvida, o nascimento. No nascimento, separam-nos da nossa mãe cortando-nos o cordão umbilical, mas esquecemo~nos firequentemente de que entre a mãe e ofilbo havia um órgão de ligação extraordinário: a placenta. A placenta dava-nos tudo aquilo que era necessário à nossa sobrevivência e filtrava muitas substâncias perigosas que circulam no sangue materno. Sem ela, não era possível a vida antes do nascimento, mas à nascença há, em absoluto, que a abandonarpara viver.
A adolescência é como um segundo nascimento que se cumprirá progressivamente. Há que abandonar pouco a pouco a protecção familiar como um dia se abandonou a placenta protectora. Abandonar a iiijãncia, fazer desaparecer em
nós a criança, é uma mutação. Dá por momentos a sensação de se morrer. Tudo é rápido, por vezes, demasiado rápido. A natureza trabalha no seu ritmo próprio. Há queprosseguír e nemsempre se estápronto. Conbece-se aquilo que morre, mas
ainda se não vêpara onde nos dirigimos. já nada ---encaixa “mas não se sabe bem porquê nem comofoi. Nada mais é como antes, mas é indcfinível. “
D0LTO@ F. e TOTLICH, C., Palavraspara AdoIesccnIc@ ou o CowpÚ@vo da Lagosta, Berirand, 1991, p. 15
itinerário
Processo de socialização
Desenvolvimento
psicossexual
Freud
Desenvolvimento
intelectual
Piaget
Desenvolvimento
psicossocial
Erikson
Grupo de pares
p. 56
Moratória psicossocial
p. 56

Iniciámos este tema com um verso de uma canção de Sérgio Godinho. Propomos-te que recolhas, noutras canções, poemas ou textos, extractos que reflictam questões relacionadas com a construção da identidade.


Os diários correspondem, geralmente, às necessidades que os adolescentes têm de exprimir as suas inquietações, afectos e conflitos.
Anne Frank (1929-1945) e ZIata Filipovic (nascida em 1980) são duas adolescentes que viveram situações semelhantes: a primeira, judia, escreveu o seu diário no período de dominação nazi; a segunda escreveu o seu diário durante a guerra da ex-Jugoslávia.
Propomos-te que leias estes diários - 0 Diário de Anne Frank e 0 Diário de Z]ato que, para além de nos darem um retrato da situação de guerra vivida pelas duas autoras, reflectem o
viver adolescente.
“Construir uma nova identidade, inscrevê-la num pr@lecto de vida é a tarefa neces-
sáría à crise da adolescência. Implica integrar as mudanças nas suas relações con-
sigo mesmo e com os outros, fazer o luto da infância, adquirir a sua verdadeira
independência, isto é,, aprender a reconhecer-se numa rede de dependências mais ampla do que afamília. Esteprocesso é longo, incerto e nem sempre bem sucedido. “
ANNE BIMAUX
3. 1. Apresenta alguns aspectos fisiológicos e afectivos que caracterizam a adolescência.
3.2. Descreve o estádio de desenvolvimento intelectual em que o adolescente se encontra,
segundo a teoria de Piaget.
3.3. Explica em que consiste a crise de identidade na perspectiva de Eríkson.
3.4. Explica como é que se processa a construção da identidade na adolescência.
3.5. Esclarece o conceito de moratória psicossocial tal como é definido por Erikson.
“Dizem os psicõlogos e investigadores que o grupo é muito importante para os adoles-
centes. Opapel do grupo no desenvolvimento dosjovens está relacionado com as ídenti-
ficações que os adolescentes.fazem com os seus amigos e na filiação que o grupo fornece ao processo de independência.face aos pais. A investigação tem demonstrado que o grupo de amigos na adolescência é um suporte muito importante para o desenvolví-
mento, sendo a sua contribuição decisiva para o debate e consolidação de muitas questões com que os adolescentesse confrontam.
DANIEL SAMPAIO
4. 1. A partir do texto, analisa a importância do grupo de pares no comportamento dos
adolescentes.

E N T R E V 1 S T A


Professor Daniel Sampaio
w 1 ------------ 11. -
Nasceu em Lisboa, em 1946. Médico, especialista de
Psiquiatria, coordena no Hospital de Santa Maria, em
Lisboa, o Núcleo de Estudos do Suicídio, destinado ao
atendimento de jovens em risco de suicídio.
0 seu trabalho tem sido caracterizado por uma especial
atenção aos problemas da adolescência, tendo con-
duzido muitas sessões de trabalho com professores,
pais e alunos das escolas básicas e secundárias. É autor de vários livros, entre os quais se destacam:
“Inventem-se Novos Pais” (1994), *’Voltei à Escola”
(1996) e, mais recentemente, “Tudo o que Temos cá
Dentro” (2000).
Pergunta - Considera que existe uma cultura juvenil?
Daniel Sanipaio - Há grande diversidade na adolescência e na juventude de hoje. Uin jovern depende muito da família, está mais ou menos inserido na comunidade e
fez um percurso individual desde a sua
infância que é característico da sua evolucao. É mais correcto falarmos de “culturas
juvenis-, para acentuarmos justamente que elas são muitas.
Se quisermos encontrar um denominador comum dessas manifestações culturais, a
cultura dos tempos livres é a que melhor caracteriza a juventude. É assim que vemos os jovens de hoje valorizarem a música, o desporto, as viagens e o vencer a noite de
uma forma diferente dos seus pais. As férias e, de uma forma geral, os tempos livres são momentos inesquecíveis para ini-
ciativas juvenis que marcam a sua evolução para a idade adulta.
P. - Quais os principais problemas dos jovens de hoje?
D. S. - Os jovens de hoje têm uma cons-
ciência plena dos seus direitos. Sabem que
podem lutar pelos seus problemas e não
deixam que ninguém fale por eles. Criticam o paternalismo daqueles que falam da “irreverência da juventude” e
odeiam quem os critica sem os ouvir.
Sentem muito os problernas do desemprego, da fome no Mundo, da guerra e da
exclusão social. Lutam por novos valores
como, por exemplo, a preservação do ambiente - sem dúvida, uma grande questão da juventude actual. Modificaram os seus padrões de relacionamento amoroso e
valorizam a honestidade e a fidelidade nas
relações afectivas.
P. - Concorda com a expressão “conflito de gerações”?
D. S. - Sim, se ela não for usada numa
perspectiva de barreira intransponível entre pais e filhos.
Não faz sentido que elementos de gerações diferentes pensem do mesmo modo. Às
gerações mais novas pede-se que proponham modificações, às gerações mais velhas que não cristalizem no passado e
possam ouvir essas propostas. No meu
entender, está errada a ideia feita de que

os adolescentes não querem ouvir os mais


velhos. A minha experiência de trabalho com jovens mostra, pelo contrário, o
grande interesse juvenil na discussão com pais e professores. Quando se trabalha
com pais e filhos, percebe-se como é
essencial contribuir para a melhoria da
comunicação entre membros de uma faruí-
lia. Quando nos deslocamos a uma escola
secundária, rapidamente percebemos que muitos problemas ficariam resolvidos se
alunos e professores falassem mais. Deste modo, a expressão “conflito de geraçóes” deve ser usada no sentido do con-
fronto necessário para a evolução de uma sociedade.
P. - Qual a importãncia e significado das paixões na adolescência?
D. S. - A adolescência é a idade do amor e
do risco. Surgem as primeiras relações afectivas importantes, em regra precedidas de envolvimentos mais fugazes. Podem, por isso, aparecer grandes paixões, vividas com
uma intensidade às vezes avassaladora. São
momentos muito importantes na vida de um jovem, que pais e professores têm dificuldade em compreender. A verdade é que o percurso para a autonomia que caracteriza a adolescência é feito também de riscos
afectivos, de aproximações e recuos inevitá-
veis. Certas manifestações psicopatolõgicas da adolescência - como a ansiedade e a depressão - podem surgir num contexto de
ruptura afectíva, que deve ser sempre compreendido e não criticado.
P. - Por que razão usou a expressão “Inventem-se Novos Pais” para um dos
seus livros?
D. S. - Considero que os jovens de hoje são muito diferentes dos seus pais. Mudaram depressa os seus quotidianos e
valorizam o grupo e o lazer. Sinto que, às vezes, os pais vacilam nas suas convicções e persistem presos às suas experiências do passado. É nesta linha que propus que “cada pai de adolescente crie na imaginação a sua forma de educar e de viver”, querendo significar que cada farrillia deve construir um quotidiano criativo e cheio de
esperança.

0 título Inventem-se Novos Pais não significa que os que existem não são precisos. Na adolescência, os pais são essenciais: só que não podem parar um só instante e, apesar do pouco tempo que têm, é crucial que se organizem para estar com os filhos.


P. - Nos seus contactos e estudos desen-
volvidos nas ecolas, o que é que mais o surpreendeu?
D. S. - 0 que mais me impressionou foi, sem dúvida, o grande interesse dos alunos em participar em debates sobre temas
habitualmente não tratados na sala de
aulas, nomeadamente o amor e a sexualidade, a relação rapaz-rapariga, as relações pais-filhos, o abuso do álcool e droga, a
violência, etc. Tenho a convicção que o
clima escolar só se alterara positivamente se os alunos viverem a SUA escola, se cul-
tivarem sentimentos de pertença e se acre-
ditarem na sua participação para a
mudança. É preciso também que os professores, sem abdicarem do programa, possam deixar alguns momentos livres para a
interacção com os alunos, sobre aqueles ou outros temas, única forma de se obter uma verdadeira melhoria da sala de aulas.

.Ái y


BATESON
“ ... TODO 0 CONHECIMENTO É COMO SE FOSSE UM TRICõ OU UMA
MALHA, COMO SE FOSSE UM TECIDO EM QUE CADA PEÇA DO
CONHECIMENTO Só FAZ SENTIDO OU É úTIL EM FUNÇÃO DAS
OUTRAS PEÇAS...”
Podemos afirmar que a característica mais importante da espécie humana é a capacidade de aprender, de aprender sempre, com todos e em qualquer lugar. É a aprendizagem que permite que o ser humano se adapte às condições do ambiente sempre em mudança, assegurando-lhe a flexibilidade do comportamento.

Isto não significa que apenas o ser humano aprenda: todos os animais modificam comportamentos através da experiência, embora a aprendizagem ganhe mais importância a medida que se sobe na escala animal, Aliás, muitas investigações foram feitas sobre características e modalidades destas aprendizagens, que motivaram e promoveram estudos sobre a forma humana de aprender.


Ao longo dos quatro capítulos anteriores, já assististe a debates que opoem aqueles que defendem o maior peso dos factores inatos* no comportamento humano e aqueles que privilegiam as aquisições que resultam da aprendizagem e
da experiência.
Historicamente, o tema da aprendizagem está ligado aos behavioristas/comportamentalistas e às metodologias experimentais e laboratoriais que afirmaram a psicologia como ciência. Estas correntes deram tanta importância à aprendizagem que foram designadas por teorias da aprendizagem.
As concepções que defendem a interacção sujeito-meio propõem uma síntese dinâmica entre as capacidades inatas e a sua possibilidade de realização proporcionada pelo meio. Piaget, que, como sabes, estudou as crianças no seu contexto
de vida, perspectivou a aprendizagem numa linha interaccionista e construtivista.
A aprendizagem está intimamente ligada à memória, dado que o que se aprende tem de se conservar. Não podemos aprender sem recordar, nem recordar sem aprender. São os conhecimentos, as experiências anteriores que nos permitem seleccionar, organizar e reconhecer as informações actuais.
Por isso neste capítulo abordaremos a aprendizagem e a memória.
Conceito de aprendizagem
Tipos de aprendizagem: condicionamento clássico, (>perante e aprendízagem social
Factores de aprendizagem
Métodos de aprendizagem
Conceito de memória
Tipos de memória
Memória e esquecimento

CONCEITO DE APRENDIZAGEM’.


Aprender e aprendizagem são termos que fazem parte do nosso discurso comum, abrangendo um grande número de significados. Falamos de aprendizagens escolares, de hábitos alimentares, de higiene, de aprender a escrever, a cantar, a ter boas maneiras, a rir, a falar, e, também, aprender a defender-se, aprender uma profissão, aprender a gostar de arte abstracta, aprender a amar, e aprender a aprender.

Podemos definir aprendizagem como uma mudança relativamente estável e


duradoura do comportamento e do conhecimento. Esta mudança do comportamento está relacionada com o exercício e a experiência, com a descoberta.... podendo ocorrer de forma consciente ou inconsciente, num processo individual ou interpessoal. E tudo o que o Homem aprende ocorre no contexto da sua cultura.
“A aprendizagem é uma actividade que modifica as possibilidades de um ser
vivo de maneira duradoira,'(FRAISSE, 1957)
A aprendizagem tem porfinalidade: a aquisição de hábitos (principalmente no domínio motor, e tende então à criação de automatismos) e a aquisição de conhecimentos. Segundo o objectivo a atingir, os procedimentos serão diferentes. Fazem apelo à atenção, a percepção (a qual a imaginação pode suprir),, às associações; os procedimentos implicam a intervenção da memória ( .. ), enfim, toda a verdadeira aquisição de conbecimento,faz intervir uma operação mental.
à volta destes dyèrentes dados, constituiram~se teorias da aprendizagem, pondo, segundo os autores, a êi@/âse sobre um ou outro dos.factores. A aprendizagem faz-se em diferentes níveis da actividade psíquica do indivíduo. “
LAFON, R., 1@ocabu1airc dePs.vchopédagogieet de P@ychiat1!ede I Enfani, MIF, 1969, p. 71
Desde que nascemos até morrermos mudamos. E esta mudança é devida em
grande parte à aprendizagem. É através de experiências que aprendemos novas atitudes, novas competências, novos medos, novos conceitos, novas maneiras de resolver os problemas. Pela aprendizagem adquirimos saberes, desenvolvemos capacidades, ocorrendo uma mudança pessoal.
Traticamente todo o nosso pensamento e comporta mento,foram aprendidos. A aprendizagem pode ser adaptativa ou desadaptativa, consciente ou incons-
ciente, maníjèsta ou não observável. Sentimentos e atitudes são certamente aprendidos como o são factos e competências. “
SPRINTI1ALL, N. e SPRINTEALL R., op. cit., 1993, p@ 223
É a aprendizagem que determina o nosso pensamento, a nossa linguagem, as
motivações, as atitudes, a personalidade. Por isso, muitos autores a consideram o núcleo central da psicologia,
Este processo complexo que é aprender implica, como verás, comportamentos perceptivos, motores, intelectuais, emocionais e sociais.
Existem aprendizagens simples e aprendizagens complexas que implicam uma
actividade mental diversificada. Assim, as estruturas mentais organizam a informação e as aprendizagens existentes produzem novas aprendizagens.
Inerente aos processos de aprendizagem está a Só a memória nos
possibilita reter o que aprendemos, para responder adequadamente à situação presente e proporcionar a possibilidade de projectar o futuro,

T IPOS DE APRENDIZAGEM2

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