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A psicologia2 arte Manuela Monteiro q, Milice Ribeiro dos Santos


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servação do número, adquirir a noção de tempo e de espaço globais, de velocidade.
0 pensamento descentrado vai agora permitir que ela entenda que, quando um marroquino vem a Portugal, é estrangeiro, e que, quando um português vai a
Marrocos, também o é. Assim como vai permitir perceber que o seu pai também é filho, ou ainda explorar um mapa.
A criança pode compreender e explicar as situações problemáticas graças à reversibilidade e às suas preocupações lógicas de reflexão sobre o real.
ESTÃDIO DAS OPERAÇõES FORMAIS 15/16 ano,§)
---------- --
0 estádio (Ias operaçOes formais caracteriza-se por um pensamento abstracto, uma inteligência formal e pelo exercício de raciocínios Iiil)otético-de(lutivos. Assim, o adolescente desprende-se do real, sem precisar de se apoiar em factos, pode pensar abstractamente e deduzir mentalmente sobre várias hipóteses abstra- TÈx-to"1@.1 tas que se colocam. É capaz de resolver problemas através de enunciados verbais.
o adolescente exercita ideias no campo do possível e pensa sobre o pensamento, formula hipóteses. São estas capacidades que lhe vão permitir definir con-
ceitos e valores, assim como estudar determinados conteúdos escolares, como a
geometria descritiva, a filosofia...
“É só depois de este pensamento formal ter tido o seu início, por volta dos 11 ou 12 anos, que a construção dos sistemas que caracteriza a adolescência se torna possível: com efeito, as operações formais fornecem ao pensamento um poder completamente novo que redunda em desligá-lo e libertá-lo do real para Ibe permitir construir à sua vontade reflexões e teorias. A inteligência.formal marca, assim, o próprio levantar voo do pensamento, e não é de espantar que este use e abuse, para começar, do poder imprevisto que assim lhe é conferido. “
PIAGET. J., Seis Estudos de Psicologia, Dom Quixote, 1974, pp. 93-94
Após esta definição, é fácil entender porque é que a adolescência se caracte- t£»="4 riza por aspectos de egocentrismo cognitivo.
Este egocentrismo intelectual reflecte-se na crença que o adolescente tem na sua capacidade de resolver todos os problemas que surgem, bem como o considerar que as suas concepções são as melhores, as mais correctas.
“Esta última forma de egocentrismo manifesta-se pela crença na omnipotência da reflexão, como se o mundo tivesse de se submeter aos sistemas, e não os sistemas à realidade. É a idade metqfísica por excelência: o eu é bastante forte para reconstruir o universo e bastante grandepara o incorporar a si. “
PIAGET, J., op. cit., 1974, p. 94

Este estádio foi reavaliado por psicólogos, alguns da equipa de Jean Piaget, com estudos interculturais que introduziram alguns problemas quanto à universalidade e modalidades do pensamento formal. 0 próprio Piaget veio a introduzir algumas reservas sobre a generalização das características deste estádio, dizendo que os seus estudos foram limitados a uma população de estudantes suíços. Ele chamou a atenção para a importância dos contextos educativos no desenvolvimento deste estádio.


Quando, neste capítulo, abordarmos a adolescência, voltaremos a referir as características intelectuais dos adoles-
centes (ver pp. 52-53).
_@@ acomodação, adaptação, assimilação, equilibração, estádio.
Quadro 2 - Estádios de desenvolvi mento
Estádios
Idades
Principais características
Sensório-motor
0 - 18/24 meses
Dos reflexos inatos à construção da imagem mental, anterior à linguagem Coordenação de meios e de fins Permanência do objecto (8-12 meses) Invenção de novos meios, imagem menta e formação de s@mboIos (18-24 meses)
Pré-operatório
2 - 7 anos
Função simbólica: nguagem; jogo simbólico; desenho (2-4 anos) Inteligênc a representaliva Egocentrismo - centração Pensamento mág@co: animismo, realismo, finalismo, artificia smo
Pensamento inti_rtivo (4-7 anos)
Operações concretas
7- / l 2 anos
Reversibilhdade mental Pensamento lóg co, acção sobre o rea
Operações mentais: contar, medir, classificar, seriar Conservação da matéria sói da, Uquida, peso e volume (nvariâncias) Conce tos de tempo, de espaço e de velocidade
Operações
formais
11/ 2- 15/16
anos
Pensamento absIracto Operar sobre operações, acção sobre o possvel Rac ocínios hipotético-dedutivos Defin ção de conceitos e de valores Egocentrismo cognitvo
K2AffiM!M@@
(1) Em grupos, propomos-te que organizes uma visita a um infantário ou jardim-de-infância, com o
objectivo de reconheceres algumas das concepções piagetianas sobre o desenvolvimento inte-
lectual das crianças.
1. 1. Cada grupo prepara um guião de uma entrevista a aplicar aos educadores responsáveis
pelas crianças.
1.2. Observa e regista por escrito: os comportamentos das crianças (como brincam, falam, se
movimentam, o que dizem, como se relacionam entre si e com os adultos, etc.); os factos
que ocorrerem e que consideres significativos; as características do espaço, do material didáctico, etc. Se possível, faz registos vídeo e áudio.

“No momento do nascimento, a vida mental reduz-se ao exercício de aparelhos reflexos, isto é, de coordenações sensoriais e motoras montadas hereditariamente e correspondentes a tendências instintivas, como a nutrição, por exemplo. “


PIAGET
2. 1. Caracteriza o estádio de desenvolvimento da inteligência a que se refere o extracto transcrito.
2.2. Explicita os conceitos de assimilação, acomodação e equilibração.
“Há uma inteligência antes da linguagem, mas não bápensamento.
PIAGET
3. 1. Explica esta afirmação.
(j) ‘A Edite tem os cabelos mais claros do que a Susana e, ao mesmo tempo, tem os cabelos mais escuros do que a Lili. Qual das três tem os cabelos mais escuros?”
PIAGET
4.1. Este problema é um dos exemplos apresentados por Piaget. Quando é que uma criança
resolveria este enunciado verbal? justifica a tua resposta.
- Tens um irmão?
- Sim.

- Como se chama?

- Mison.

- 0 Nélson tem um irmão?

- Não.
5.1. 0 que revela este diálogo? Em que estádio de desenvolvimento se encontrará esta

criança? justifica a tua resposta.


Analisa a sequência e identifica o estádio de desenvolvimento em que se encontra a criança. justifica a tua resposta.
‘As estruturas operatórias da inteligência não são inatas; desenvolvem-se antes laboriosamente durante os primeiros quinze anos de existência, nas sociedades maislávorecidas, e se não são pré-formadas no sistema nervoso, também o nãosão no mundojisico, onde só haveria que as descobrir. Testemunham, assim, uma construção real e procedem por degraus, sobre cada um dos quais éprimeiro necessário reconstruir os resultados obtidos ao nível anterior antes de alargar e de construir de novo.
PIAGET
Lê atentamente o texto e responde às questões que se seguem.
7. 1. Explica, a partir do texto, porque é que se denomina de construtivista a concepção de
desenvolvimento intelectual defendida por Piaget.
7.2. Explicita os factores que, segundo o autor, explicam o desenvolvimento.
7.3. A que degraus se referirá Piaget? justifica a tua resposta.

FREUD E 0 DESENVOLVIMENTO


@A criança é o pai do Homem.
FRELID
Para Freud, o desenvolvimento humano e a constituição do aparelho psíquico são explicados pela evolução da psicossexti,,tli(-1@idc’. T"T A sexualidade está integrada no nosso desenvolvimento desde o nascimento,
evoluindo através de estádios, com predomínio de uma zona crógena, isto é, de uma região do corpo (epiderme ou mucosa) que, quando estimulada, da prazer. Cada estádio é marcado pelo confronto’ entre as pulsões sexuais (libido*) e as
forças que se lhe opõem (ódio, raiva, desespero, ausência de desejo).
A psicanálise foi a primeira corrente da psicologia a atribuir aos primeiros anos
de vida uma importância fulcral na estruturação da personalidade. Dizer que: “A criança é o pai do Homem” ilustra bem a importância da infância.
Um dos conceitos mais importantes da teoria psicanalítica é a existência da sexiialidade infantil. Esta sexualidade envolve todo o corpo, é pré-genital e não centrada no aparelho genital e é, nos primeiros anos, auto~erõtica, isto é, a criança satisfaz-se
com o seu próprio corpo. “0 eu é primeiro e acima de tudo um ego corporal”.
Freud elaborou a sua própria teoria psicodinâmica* de desenvolvimento a partir de casos adultos que tinha como pacientes em psicanáliSe3.
ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO
Freud define e caracteriza cinco estádios de desenvolvimento psicossexual:
* Estádio oral (0 - 12/18 meses);
* Estádio anal (12/18 meses - 2/3 anos),-
* Estádio fálico (2/3 anos - 5/6 anos);
* Estádio de latência (5/6 anos - puberdade);

* Estádio genital (depois da puberdade).


ESTÁDIO ORAL-
* ser humano nasce com W, isto é, com um conjunto de pulsões* inatas.

* ego forma-se, no primeiro ano de vida, de uma parte do id, que começa a


ter características próprias. Estas formam-se pela consciência das percepções internas e externas que o bebé vai experienciando. São particularmente importantes as
percepções visuais, auditivas e quinestésicas.
@1 --Ver capítulo da personalidade, p. 154.

2 - Confronto explicado pela luta entre a pulsão de vida (Eros) e a pulsào de morre (Tlianatos).


0 pequerro Hans é o único caso infantil descrito por Freud e, mesmo este, foi mediado pelo pai, pois era ele quem vinha às consultas, i - Os quadros das pp. 32 e 33 ajudam a sintetizar a relação entre a constituição do aparelho psíquico e os estádios de
desenvolvimento.

A zona erõgena do bebé, nos M. J"@1@. primeiros meses, é constituída pelos lábios e pela cavidade bucal. A alimentação é uma grande fonte de satisfação. Quando o bebé tem fome, está inquieto e chora; quando é alimentado, fica saciado e


feliz. 0 mamar dá um grande prazer ao bebé. 0 chupar o seio é, para os freudianos, representado como a primeira actividade sexual.
A criança nasce num estado indiferenciado, sem ter consciência de que o seu
corpo se diferencia do da mãe. A qualidade das relações entre a mãe’, que o alimenta e cuida, e o bebé vai reflectir-se na vida futura.
0 estádio oral é constituído por um período em que a criança é muito passiva e dependente e outro, na época do desmame, em que a criança é mais activa e pode mesmo morder o seio ou o biberão. 0 desmame corresponde a uma frustração que vai situar a criança em relação à realidade do mundo.
A mãe é então MitO investida enquanto pessoa que pela sua presença/ausência dá prazer e frustra. A partir deste acontecimento, sensivelmente cerca dos 6 meses a 1 ano, dã-se um primeiro passo no processo separação/individuação.
ESTÁDIO ANAL
_1:@_//18 meses - 2/3 anos-)
A maturação e o desenvolvimento psicomotor vão permitir à criança reter ou expulsar as fezes e a urina.
No estádio anal a zona erõgena é o ânus, região anal e a mucosa intestinal. A estimulação desta parte do corpo dá prazer à criança. Todavia, as contracções musculares podem provocar também dor, criando assim uma possível ambivalência entre estas duas sensações.
Este período etãrio corresponde a uma fase em que a criança é mais autõnoma, procurando afirmar-se e realizar as suas vontades.
A ambivalência está também presente na forma como a criança hesita entre ceder ou opor-se às regras de higiene - regulação da defecação e da micção -
que a mae exige. As relações interpessoais - com a mãe e com as outras pessoas

- vão estabelecer-se neste contexto; daí a importância dada à forma como se


educa a criança a ser asseada.
ESTÁDIO FÁLICO
@,_à_ã_nos - 5/6ãnõs_)
No estádio f@,'ilico, a zona erõgena é a região genital. É o órgão sexual a fonte de prazer, sendo comum a sua manipulação.
As crianças estão interessadas em questões do tipo: como nascem os bebés?; estão atentas às diferenças anatómicas entre os sexos, às relações entre os pais e
às interacções entre homens e mulheres; têm brincadeiras onde exploram estes
@__1)e notar que se designa por mãe a pessoa qUe desenvolve cuidados do tipo inaterno.

interesses, como brincar “aos médicos” e “aos pais e às mães”. Daí alguns com-


portamentos exibicionistas e “voyeuristas “(espreitas) poderem surgir nesta idade.
Freud deu particular importância a este estádio por ser durante este período que as crianças vão vivenciar o complexo* de Édipo, e por ser no final desta etapa que a estrutura da personalidade está formada com a existência de um superego.
0 complexo ele Édipo’ é a atracção que o rapaz tem pela mãe, a quem esteve sempre ligado desde que nasceu, e que agora é diferentemente sentida. A sexualidade, que para Freud era até esta idade predominantemente auto-erõtica, vai agora ser investida nos pais.
0 rapaz pode assim falar do desejo de casar com a mãe, mas, ao descobrir o
tipo de relação que liga os seus progenitores, sente rivalidade (por vezes, com
expressoes de agressividade) com o pai, que considera um intruso.
0 complexo de Édipo, na rapariga, é uma triangulação relacional idêntica. Uma importante diferença é que a rapariga esteve desde sempre muito ligada à mãe e, nesta idade, vai investir e seduzir o pai. E mais dificil rivalizar com a mãe porque receia perder o seu amor.
0 período edipiano da rapariga’ e do rapaz é atravessado por vivencias tais
como: receios, angústias, o medo fantasiado da castração*, agressividades e culpabilidades.
Algumas destas relações edipianas passam-se predominantemente de forma invertida, isto é, a criança investe sensualmente no progenitor do mesmo sexo.
0 complexo de Édipo é ultrapassado pela renúncia aos desejos sexuais pelos pais e por um processo de identificação com o progenitor do mesmo sexo.
Freud considera que a forma como se resolve o complexo edipiano influenciará a vida afectiva futura.
A terceira instância do aparellio psíquico, o superego, vai agora ser constituída. 0 superego é uma instância com funções morais que é constituída pelos pais introjectados. Estes não são os pais reais, mas os imaginários, isto é, os idealizados na infância.
Quadro 3 - Relações pais e filhos nos primeiros estádios
No rapaz
Na rapariga
Estádios oral e anal
relação rapaz > mãe
prvilegiada
relação rapar ga mãe
privilegiada
Estádio kico
amor rapaz > mae
O@-
hosi dade raparga mãe
P2
Observação: a rapariga muda de objecto bidinal (primeiro a mãe, depois o pai), o rapaz transforma a sua re ação ao objecto inic ai (a mãe),
DELMINE, R. e @TRNIEULEN S., 0 De,@eiiiolz,ii@iei@to Psicológico (Ia Cnança, ASA, 1992, p. 118
@I Édipo, na mitologia grega, sem ter consciência, niata o pai, Laios, e casa com a mãe, joc3sta.

2 - Carl Jung, discípulo de Freud, criou o conceito “complexo de Electra” para designar o complexo de Édipo na


rapariga. Na mitologia grega, Electra, filha de Agamémnon, instigou o irmão a matar a mãe para se \ingar por esta ter morto o pai.

ESTÃD10 DE LATÊNCIA - 5/6 anos - puberdadQ-)


Após a vivência do complexo de Édipo e com um superego já formado, a
criança entra numa fase de latência. Ela vai como que esquecer alguns acontecimentos e sensações vividos nos primeiros anos de sexualidade, nomeadamente no período edipiano, através de um processo que se designa por amnésia infantil.

0 estàdio de latência’ caracteriza-se por uma diminuição da actividade sexual, que pode ser total ou parcial.


A criança pode, nesta fase, de uma forma mais calma e com mais disponibilidade interior, desenvolver competências e fazer aprendizagens diversas: escolares, sociais e culturais. Uma das grandes aprendizagens é a compreensão dos papéis de género, isto é, do que é ser mulher e ser homem, na sociedade em que vive.
A vergonha, o pudor, o nojo, a repugnância são sentimentos que contribuem para controlar e reter a libido. A existência de um superego vai manifestar~se em
preocupações morais.
0 ego tem mecanismos, privilegiadamente inconscientes, que permitem estruturar-se com uma nova organização face às pulsões do id. A introjecção, o ecalcamento, a projecção e a sublimação são, entre outros, mecanismos de defesa do ego* (ver p. 129).
ESTÃD10 GENITAL .-depois da puberda@
Para a psicanálise, a adolescência vai reactivar uma sexualidade que esteve como que adormecida durante o período da latência. Assim, no estádio genital retomam-se algumas problemáticas do estádio fálico, como o complexo de Édipo.
A puberdade traz novas pulsões sexuais genitais. Também 7,7 o mundo relacional do adolescente é alargado a pessoas exte- - -
riores à família.
0 adolescente vai reactivar o complexo de Édipo e a sua
liquidação está ligada a um processo de autonomização dos adolescentes em relação aos pais idealizados, como eram sen-
tidos na infância’. 0 adolescente poderá, assim, fazer escolhas sexuais fora do mundo familiar, bem como adaptar-se a um
conjunto de exigências socioculturais.
Alguns adolescentes, face às dificuldades deste período, regridem a fases desenvolvimentais anteriores (fundamentalmente resultantes do conflito entre o id e o ego), recorrendo também a mecanismos de defesa do ego (ver p. 129) como o
ascetismo* e a intelectualização. Através do ascetismo, o adolescente nega o prazer, procura ter um controlo das pulsões através de uma rigorosa disciplina e de isolamento. Pela imeIectijaIÍ7,@ic,ào ou racioiiali/.@icão, o jovem procura esconder os aspectos emocionais do processo adolescente, interessa-se por actividades do pensamento, colocando aí toda a sua energia.
@_I- Ãlguns teóricos da psicanálise não consideram a latência uni estádio mas uma fase, isto é, tini período de vida
entre o estádio fálico e o genital.

2 - Anna Freud refere o processo de luto das imagens parentais inconscientes ( imagos), isto é, a tristeza que se sente


pela perda de amor da infláricia.

Podem ocorrer fixações afectivas que têm como objecto pessoas da mesma


idade (em quem reconhecem conflitos semelhantes aos seus) ou adultos que admiram.
Quadro 4 - Constituição do aparelho psíquico (segunda tAparelho psíquico
Características
Y ... ) é a parte obscura, impenetrável, da nossa personalidade, e
o pouco que sabemos dela aprendemo-lo estudando a elaboraçào do sonho e a.Jórrna@ão do sintoma neurótico. “
FREUD (1932, p. 103)
Instância constituda por pulsões natas e por conteúdos, como os desejos, que são posteriormente reca cados. As pu sões procuram o prazer e uma satisfação imediata.

0 ci não é regido por preocupações lógicas, temporais ou espacia s. É amora@.

0 id impuãona e press ona o ego e a sua aci vidade é inconsciente.
Ego/Eu
“A estrutura do ego responde a esta dupla tare
fia. É composta de conbecimento e de defesa. A sua actividade de conbecimento é consciente ou pré-conscientc, e é composta de percepções exteriras e internas e de toda a espécie de operações intelectuais que lhe permitem informar-se das modfficações que se tào processando tanto no mundo exterior como no seu mundo interior. “
TRAN-THONG (1981, pp. 121-122)
Inslânc a que se constitui diferenc ando-se do id no primeiro ano de vida. A sua energia vem-lhe das pulsões do id. Tem preocupações lógicas, de espaço e de tempo, assm como de coerência entre a força do d e os constrangimentos da realdade. Tenta ser moral.

0 ego opõe-se a certos desejos do id, a sua actividade é sobretudo consc ente, embora uma parte seja inconsciente, como os mecanismos de defesa do ego.


Superego/Supereu
`0 superego é a terceira instância do aparelho psíquico, culo
aparecimento é o mais tardio. É uma d@/érenciação do ego durantí, rima cisão em que umafracção do ego se destaca e se constitui em instância independente. “
TRAN-THONG (1981, p. 122)
Instância formada a partir de uma parte do ego, após o complexo de Édipo, Constitudo pela interiorização das magens dea izadas dos pais e das regras soc ais. Base da consciênc a mora. É h permoral.

0 superego age sobre o ego, filtra os conflitos id/ego, decide sobre o destino das pulsões e a sua actividade é predominantemente inconsciente.


@_-_Re@ é a primeira tópica na p. 29 da 1.’ parte.

Quadro 5 - Estádios do desenvolvimento psicossexual


Estádios
Aparelho psíquico
Características
Oral (0 - 12/18 meses)
id
ego
Zona crógena: boca e láb os,

0 prazer está @@gado ao chupar e, mais tarde, ao morder. Importância das relações mãe/bebé.


Anal (18 meses - 2/3 anos)
id
ego
Zona crógena: região anal, Função de expu sar e de reter as fezes e a urina. Ambivalência de sentimentos,
Fálico (3 anos - 5/ 6 anos)
id
ego superego
As zonas erógenas são as genitais. Interesse pelas d ferenças anatómicas e sexuais entre os sexos.
Complexo de Édipo,
Latência (5/6 anos - puberdade)
id ego superego
Amnésia da sexual dade nfantil. Energla da iibido canalizada para act vidades soc ais.
Mecanismos de defesa do ego. Processo de dentificação sexual.
Genital (a p@rfir da puberdade)
id
ego superego
Novas pulsões. Prevalência de uma sexua idade gen ta, Reactivação do complexo de Édipo.
kd, complexo de Édipo, ego, id, psicossexual idade, superego.

(J) Acabaste de estudar a teoria do desenvolvimento psicossexual. Comenta de forma pessoal as


concepções mais importantes sugeridas pela psicanálise sobre a sexualidade.
(2) ‘Bem se pode acreditar que a psicanálise tenha provocado espanto e oposição quando, em pai-te com base em factos negligenciados, contradisse todas as opiniões populares sobre a sexualidade. As suas principais descobertas são as seguintes: a) A vida sexual não começa apenas na puberdade, mas inicia-se, com manifesta@õ
claras, lo,@o após o nascimento.
h) É necessário fazer uma distinção nítida entre o conceitos de “sexual” e ‘genital”.
0 primeiro é o conceito mais amplo e inclui muitas actividades que nada têm a ver
com os órgãos genitais. c) A vida sexual inclui a,ftínção de obterprazer das zonas do corpo, função que, sub-
sequentemente, é colocada ao serviço da reprodução.
FREUD
2. 1. Regista a principal concepção expressa no texto.
2.2. Explica a frase sublinhada.
2.3. Enumera os estádios de desenvolvimento psicossexual.
‘Assim, obrigados a conbecer as particularidades psíquicas da infância, aprendemos uma série de coisas de que nunca teríamos conhecimentofora da análise. ( ..) Reconhecemos que os primeiros anos de vida (até cerca dos 5 anos) são, devido a razoes vári.as, de importância capital. É neles que surge o aparecimento precoce da sexualidade, aparecimento que decide a vidasexual do adulto.
FRFUI)
3.1. A partir do texto explicita o papel da sexualidade na proposta de desenvolvimento feita
por este autor.

3.2. Relaciona as fases de desenvolvimento consideradas por Freud com o complexo de


Édipo e a emergência do superego.
Nascido, em 1902, em Hamburgo, na Alemanha,
Erik Homburger Erikson fixou-se nos Estados
Unidos desde 1933, tendo leccionado nas universi-
dades de Harvard, Berkeley e Yale.
As suas concepções de desenvolvimento e de
identidade influenciaram as pesquisas posteriores, nomeadamente sobre a adolescência. A ele se
deve a expressão “crise da aciolescência”..

-s Começou a sua vida como artista plástico, tendo e


formado em Psicanálise pelo célebre instituto d Viena. Embora psicanalista, tece críticas à psicanálise por esta não ter em conta as interacções entre o indivíduo e
o meio, assim como por privilegiar os aspectos patológicos e
defensivos da personalidade. As suas experiências pessoais em antropologia, na década de
1930 (tendo mesmo habitado na reserva dos índios Sioux), muito referidas nas suas obras, deram-lhe uma perspectiva social mar-

cante. As investigações com os índios confrontaram-no com o

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